E.E.F.M. Padre Luís Filgueiras

terça-feira, 20 de setembro de 2016

O nosso Blog atingiu 100.000 acessos!

É hora de comemorar! O blog da EEM Padre Luís Filgueiras atingiu 100.000 acessos e aproveitamos a oportunidade para agradecer aos nossos seguidores que acompanham as informações compartilhadas neste espaço.

O nosso blog foi criado em maio de 2009 e de lá para cá todos os profissionais que passaram pelo Laboratório Educacional de Informática-LEI deram sua contribuição e assim cada postagem, cada configuração melhorada foi pensada na preservação deste blog institucional.

Não é um blog particular... é um blog institucional voltado a atender alunos, professores, funcionários e a comunidade de Nova Olinda, bem como pessoas que atuam no campo da educação.

Aqui compartilhamos as nossas ações e as nossas conquistas, e ainda veiculamos e produzimos material de cunho cultural e educacional.

Atualmente este blog é mantido pelas Professoras Ana Paula Batista e Lucélia Muniz que com o auxílio dos demais professores e alunos fazem deste ambiente um espaço de compartilhamento de conhecimentos e saberes.

Somos gratas a todos pela colaboração! Assim, também estamos deixando nossa sementinha que se faz no caminhar e curso das postagens! Se tem flores é porque foram regadas a muitas mãos e se tem frutos é resultado do trabalho de muitos... Gratidão esta é a palavra!

Professoras - Ana Paula Batista e Lucélia Muniz.  

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Processo seletivo 2017.1 da URCA

Atenção alunos que irão se inscrever no Vestibular da URCA 2017.1!
Confira o cronograma do Processo seletivo 2017.1 da Universidade Regional do Cariri-URCA:
Data/Período
Eventos
23/set a 13/out
Período das inscrições online
28/out
Data limite para alteração dos dados
31/out
Divulgação da concorrência parcial
12 a 17/dez
Retirada do cartão de identificação
17 e 18/dez
Aplicação das provas
20/01/2017
Divulgação do resultado

Eu Acredito no Poder dos Sonhos

Se você parar por 10 segundos e pensar no maior sonho da sua vida, que tipos de sentimentos dançariam em seu coração? Eu fiz esse exercício com 16 anos de idade quando estive pela primeira vez na cobertura de um hotel. Estava em Brasília e na ocasião fui declamar poesias e cantar rap.

Mas você deve se perguntar o que esse conteúdo ou indagação tem a ver com educação, digo com clareza: tudo! Deixe-me contar uma história breve... Meu nome é Ribamar Felipe, muita gente me conhece como Felipe Rima. Sou rapper, poeta, empreendedor e sobretudo um ser humano “vivedor” que se permite viver intensamente cada momento da vida.

Venho de uma origem bem delicada. Nasci em Fortaleza numa comunidade chamada Verdes Mares; ali, onde nasci e cresci, tive poucas opções, poucas oportunidades para ser o que sou hoje e por isso agarrei a primeira que tive.

Entre os 8 e 14 anos de idade tive acesso a armas, percebi que minha família toda era envolvida com o crime, vi meus tios serem assassinados, irmão preso, pai na dependência química e minha mãe lutando como uma guerreira fazendo o equilíbrio das emoções.

Dentro dessa realidade eu passei a sonhar em me tornar o traficante mais respeitado da zona leste de Fortaleza. Dentro da cultura do crime na periferia eu acreditei no poder dos sonhos dessa forma; sei que todo sonho pode se realizar e com certeza se eu tivesse seguido teria sido, mesmo que isso custasse lágrimas e minha própria vida.

Com 14 anos de idade, recebi um convite de um amigo de infância para ir a um projeto social; ele me anunciou que teria aulas de grafite e logo me animei pelo fato da pichação estar bem próxima a mim. Ao fazer as inscrições tive que escolher três oficinas, só assim poderia participar do projeto, e assim fiz. Grafite, sexualidade e rap com poesia.

Rap com poesia era a única que eu não queria, mas fiz a inscrição mesmo assim. Logo nos primeiros encontros vivi várias surpresas, mas a que mais comunicou meu coração foi quando na aula de rap a professora propôs falar sobre poesia. Confesso que eu não me animei com isso, me senti frustrado, enganado, afinal eu fui pelo grafite e falar de poesia não era tão atraente aos meus olhos.

Fui criado numa família do crime, machismo muito presente, intolerância e pessoas duras, insensíveis como referência; claro que poesia seria a última coisa sobre o que eu gostaria de conversar. Mesmo assim, a professora ganhou minha atenção, ela anunciou que iríamos falar sobre Carlos Drummond de Andrade e recitou o poema que dizia:

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas

Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra ”

Todas as vinte e cinco pessoas da roda de conversa sorriram com esse aparentemente poema tão bobo. Mas eu fiquei em choque! Pasmo! E pensando como esse cara escreveu uma poesia falando assim do crack? Exatamente assim, eu pensei e senti a poesia ecoando dentro de mim narrando meu momento mais delicado da vida, a dependência química do meu pai, a função avassaladora do crack.

Com os olhos emocionados comentei com meu amigo que aquilo era mágico, a poesia, a literatura acabara de chegar e me conquistar sem porquê, nem pra quê.

Nesse mesmo dia, pela primeira vez eu fui à biblioteca da escola por minha própria vontade, eu já havia ido outras vezes na sala de multimeios, mas o fato de ter essa iniciativa já mudou minha percepção e maneira de lidar com o mundo.

Por que eu estou contando essa história pra você? Porque eu acredito no poder dos sonhos! Isso mesmo! Eu acredito, e você? Agora imagina o poder dos sonhos somado ao poder do conhecimento e da educação? Imaginou?

Continuando nossa história, aquela professora que se chama Glória Diógenes me fez perceber a importância do papel do educador para o mundo. Acredito que para ela naquele momento deve ter sido desafiador levar poesia para jovens de favelas, para jovens duros e armados contra o mundo, não com armas palpáveis, porém, com o olhar de quem foi educado para estar armado frente ao mundo.

O educador, professor tem o papel de ser conquistador, e conquistar não é fácil, porque exige naturalidade. Hoje imagino quantos professores e professoras se intimidam ao pensar em levar poemas para dentro da sala de aula, nesse mundo tão insensível. No entanto, os que superam isto e acrescentam às suas aulas um vídeo motivacional, uma música, um rap, ou uma poesia veem resultados grandiosos, pois oferecem reflexões e não apenas respostas.

Os alunos em geral vão para a escola, para a sala de aula, em busca de respostas para suas perguntas; então questiono também: E se o professor não levasse respostas e fizesse apenas um dia de perguntas? Seria desafiador? Acredito que sim!

Quando percebi que o conhecimento abre portas eu me apaixonei por isso, passei a me dedicar a vários conteúdos que somavam para a minha formação humana; eu fui no meu ritmo, buscando aquilo que me interessava, me aproximando das pessoas que poderiam me ajudar e 50% delas foram professores oriundos da academia (formados), outros 50% educadores da vida, da rua, o que todos somos.

Sou fascinado pelo poder da educação. O conhecimento compartilhado é uma das mais preciosas ferramentas desbravadoras de caminhos do mundo. Reafirmo, sou encantado pelo poder dos sonhos. O sonho revoluciona os corações e nos impulsiona na vida para alcançar o que parece impossível.

Impossível! Eu gosto dessa palavra, ela é bem desafiadora... Você acredita no impossível? Eu prefiro acreditar que tudo é possível! Com oportunidades, trabalho em equipe, pessoas com sensibilidade para lidar com a vida, com garra e determinação diante das pedras do caminho.

Perdoe-me, se meu texto segue na linha tênue, entre o sonho e a educação, mas é que meu coração transborda de amor por esses temas, várias vezes me perco e perco o fio da meada, me encontro nos devaneios de ser feliz e me reconheço como um ser humano que anuncia perguntas, mesmo sem pronunciá-las.

Agora que você conhece de onde eu venho, deixe-me dizer como a força da educação tem me conduzido e por quais caminhos tenho passeado nesse mar de sonhos. Depois do encontro com a poesia pude vislumbrar novos horizontes e me atirei sem reservas na busca de uma vida plena. Encontrei suporte com centenas de pessoas que me doaram seus conhecimentos e me fizeram me reconhecer como Felipe Rima.

Percorri nos últimos quatro anos por sete estados do Brasil e mais de cem cidades do meu Ceará. Nesse caminho, acredito que de algum modo pude inspirar milhares de pessoas, inclusive chegar em Buenos Aires, na Argentina, e poetizar a vida por lá. Mais que viajar por aí, tive a oportunidade de viajar para dentro de mim até chegar aqui e através desse texto me emocionar em saber que você está lendo, está tentando imaginar, sonhar e se perguntando coisas novas.

Aos professores e às professoras do mundo agradeço a dedicação e paciência ao exercerem a “profissão perigo”. Por fim, gostaria de fazer um pedido a você: Elabore 10 perguntas para você responder, se delicie em buscar essas respostas, mas não se preocupe em encontrá-las, aprecie a viagem e grite para o mundo ouvir: EU ACREDITO NO PODER DOS SONHOS!

Felipe Rima
Poeta, escritor, rapper, palestrante e produtor cearense.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O Acróstico da disciplina em sala de aula

Acróstico é uma pequena composição poética em que uma ou um grupo de letras iniciais, medianas ou finais, formam uma ou mais palavras. É evidente que essa composição nada tem de relação com a questão da disciplina em sala de aula, mas quando sobre esse assunto se refletia e se pensava em procedimentos docentes para torná-la menos aguda, a combinação das letras que iniciavam tais procedimentos sugeriu um acróstico que aqui se objetiva sintetizar.

Busca-se dizer que uma eficiente administração da indisciplina não representava nenhum mistério, quando se descobriu que justamente nessa palavra, estavam as inicias desse procedimento. Quando o professor se omite de pequenos cuidados, o mistério da indisciplina se agrava. Observemos como essa complexidade pode ser desmitificada.

M - A questão da indisciplina é sempre menor quando a aula ministrada flui através de um método, isto é, percorrendo um caminho coerente e lógico. Métodos de ensino existem muitos, mas a causa mais aguda do desinteresse do aluno é justamente sua falta. Aula sem uma meta atribuída, sem um plano, sem uma linha sequencial que claramente se expressa, constitui convite à apatia e ao caos. Não existe o aprender sem uma teoria que induz a prática de ações que constroem o saber e essa teoria requer o apoio de uma linha diretriz, de um “caminho” que é o imprescindível método de ensino.
I - O uso coerente de um método de ensino exclui a concepção de aluno como massa, preferindo destacá-lo enquanto “pessoa”, ou seja, indivíduo. Toda aprendizagem é sempre individual e, dessa forma, não importa se a classe abriga quarenta ou cinquenta alunos, é essencial que o professor se debruce sobre como cada um constrói suas significações, de que maneira este e aquele aluno é capaz de contextualizar o que recebe com tudo o quanto em si já existe. Se em classes numerosas é difícil essa constatação pessoal, que ao menos as provas não busquem padronizações, não tente procurar respostas iguais para mentes diferentes.
S - O bom administrador de disciplina em sala de aula é sempre um professor sereno, sempre um mestre que sobrepõe a calma a impaciência. Ser rigoroso na cobrança de normas obtidas por meio de consensos com alunos, não implica que essa cobrança se faça pelo grito, pela bronca, mas pela serena coerência de quem se abriu a discutir um contrato de procedimentos com os alunos e agora reclama por seu cumprimento justo.
T -  Um dos focos mais agudos da indisciplina é em alguns alunos a sensação de exclusão. Não se aceita mostrar interesse pela aula do professor que se interessa apenas por alguns, que tem seus olhos voltados para “os da frente” ou “os do fundo”, para os “excelentes” ou apenas para os “medíocres”. O bom mestre é aquele que é mestre de todos e, por esse motivo, a letra “T” expressa a totalidade na abrangência de seu olhar.
E – Jamais se esquece de um professor entusiasmado por aquilo que explica, empolgado pela crença no conteúdo que transmite. Ainda que seja difícil mostrar entusiasmo em cada uma das doze ou quinze aulas de cada dia, é essencial que se saiba arrancar do interior a misteriosa força da vocação. É tolice acreditar que entusiasmo constitui elemento genético e que, dessa forma, alguns nascem com e outros sem essa propriedade, e ainda maior é pensar que, ministrando uma aula com empolgação, cansa-se mais do que outra pautada pela apatia e modulada pela sonolência.
R – Não pode ocorrer disciplina em sala de aula sem que existam regras claras e coerentes sobre os procedimentos que se aplaudem e outros que merecem sensação. A vivência dessa relação, pautada por essas regras democraticamente construídas, se opõe de forma radical ao caos de uma inexistência tácito contrato, no qual “fala quem manda” e “obedece quem quer”. Há muito já morreu a escola estruturada pelos modelos de quartel e, por isso, nada ajuda de forma mais coerente que uma boa relação entre alunos e mestres, do que boas normas previamente estabelecidas e de ambos os lados coerentemente cumpridas.
I – Todo bom professor é sempre um bom interrogador, um mestre em lançar desafios, propor problemas, fazer de uma resposta algumas perguntas. Disciplina em sala de aula se associa a interesse e o aluno interessa-se mais quando suas inteligências são respeitadas, quando se senta não para ouvir o que pode descobrir pela leitura, mas quando se percebe desafiado, envolvido pela criatividade de um professor que pelas vias da interrogação o faz pensar.
O – A palavra conclusiva que fecha este simplório acróstico é organização. É, talvez, a única letra que não poderia estar em outro lugar. A organização de uma classe formando um ambiente com clima adequado à aprendizagem é tudo e, por isso, é essencial que os alunos descubram que o espaço de construção do saber não é um lugar caótico onde as coisas de ontem não se sabe onde hoje estão. Uma classe organizada, com carteiras definidas e com recursos – ainda que parcos – acessíveis é, ao mesmo tempo, o primeiro e o último dos elementos para se buscar o bom aprender.

Como é possível perceber, não existe nenhum MISTÉRIO nas ações procedimentais com as quais se constrói uma boa relação de disciplina em sala de aula. É verdade que a inexistência de mistério não expressa facilidade. Nem sempre o que é claro, é simples, e é bem mais fácil descrever um acróstico que fazer da dança de suas letras uma ação contínua e coerente no dia a dia.

Celso Antunes
Especialista em Inteligência e Cognição e Mestre em Ciências Humanas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Simulado HORA DO ENEM

Atenção, galera! A partir do próximo sábado, dia 3 de setembro, estará disponível o simulado Hora do Enem, prova preparatória para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), oferecida de forma gratuita. A avaliação ficará acessível até o dia 10 de setembro e é aberta a todos os interessados. A prova poderá ser feita tanto em computadores quanto em dispositivos móveis, como celulares e tablets.
Bons estudos!